O desmantelo do MEC

A gestão Jair Bolsonaro de Jair Bolsonaro é caótica. Entre mandos e desmandos, confusões com os filhos e um primeiro escalão dividido em facções que não se entendem, o país sofre uma completa estagnação. Mas em alguns setores a situação é mais grave. Dentre estes, o MEC – Ministério da Educação.

Após a desastrosa passagem de Ricardo Vélez Rodriguez pela pasta, o MEC acumulou polêmicas e recuos. O discípulo de Olavo de Carvalho veio a ser substituído por outro nome alinhado ideologicamente com o astrólogo: Abraham Weintraub.

Embora Weintraub não tenha disparado declarações polêmicas como seu antecessor – ainda -, suas ações práticas possuem ainda maior gravidade.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Anunciou-se que a avaliação da alfabetização será feita por amostragem – uma maneira tosca de esconder os problemas do ensino fundamental.

A medida, inclusive, destoa do discurso de Bolsonaro, que prometia a valorização da educação básica.

O cenário torna-se ainda pior na educação superior. Na semana passada o MEC também determinou corte de 30% na verbas de Universidades federais envolvidas com “balbúrdia”. O corte, que inicialmente atingiria quatro universidades, foi estendido nacionalmente, afetando também os institutos federais.

Nenhum país do mundo cresceu sem investir na educação. Enquanto os bolsominions mais xiitas defendem essas medidas absurdas, quem quer que esteja mais atento à realidade sabe das graves consequências ao futuro do país que podem resultar dessas medidas.

Enquanto luta uma fantasiosa guerra contra o “marxismo cultural”, Bolsonaro leva o país para a ruína completa. E o gado, bovinamente, aplaude.

 

 

 

 

Pedro Henrique Rodrigues da Silva

Pedro Henrique

Esse silêncio todo me atordoa. Atordoado eu permaneço atento.

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