Comemorar 1964 é comemorar a morte

Por não saber governar o país, Bolsonaro continua em campanha eleitoral. Como fez durante toda a sua vida política, o Presidente do Brasil aproveitou os poderes que agora possui para homenagear os militares pelo golpe de 1964.

Contrariando qualquer nível de bom senso e racionalidade, Bolsonaro determinou que os militares façam as “devidas comemorações” ao período mais sangrento da história do país.

A ditadura militar, que teve início em 1964, foi o governo mais repressivo e violento da história brasileira. Sob o pretexto de combater uma “ameaça comunista” – que Bolsonaro persegue até hoje – os militares destituíram o presidente João Goulart em 31 de março daquele ano.

Nos anos futuros, o governo militar desmontou o congresso nacional, acabou com a liberdade de imprensa, perseguiu, sequestrou, torturou e executou opositores.

Apenas em 2014, após o relatório final da Comissão da Verdade, o Estado brasileiro reconheceu as atrocidades cometidas no período. Muitas delas cometidas por um dos mentores intelectuais de Bolsonaro, Carlos Brilhante Ustra, um sádico torturador que introduzia ratazanas na vagina de mulheres – na frente de seus filhos.

Ainda assim, Bolsonaro acha que isso merece ser comemorado:

A verdade é que o Brasil elegeu um degenerado fascista como Presidente da República. É repulsivo que Bolsonaro se preste à homenagear torturadores e assassinos – com fogos de artifício – como se fossem heróis nacionais.

Parece que suas fantasias autoritárias, assim como sua incompetência, não possuem limites.

A única esperança desse país é viver nessa contagem regressiva

 

 

Pedro Henrique Rodrigues da Silva

Pedro Henrique

Esse silêncio todo me atordoa. Atordoado eu permaneço atento.

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