Bolsonaro e a licença para matar

Surpreendendo um total de zero pessoas, o presidente Jair Bolsonaro anunciou uma de suas novas idéias fascistas: dar aos ruralistas licença para matar.

Em discurso nessa segunda-feira, 29, o Presidente comentou seu projeto de lei para conceder porte de arma para que os ruralistas defendam suas terras de supostos invasores.

É exatamente o tipo de coisa que ele prometeu em campanha. É o que deveríamos temer. Mas, infelizmente, o apelo à morte, ao ódio e à ignorância mantêm-se em alta num Brasil que descobriu sua vocação para ser fascista.

Aprovado o projeto conforme deseja Bolsonaro, latifundiários poderão executar quem desejarem – contanto que dentro de suas terras. Quem dirá que não foi legítima defesa e que a vítima não estava “invadindo”?

É o princípio de algo muito perigoso e mais um passo no caminho de destruir – pela força das armas – movimentos sociais legítimos como o MST.

Vivemos tempos sombrios em que a morte não só é tolerada, como também incentivada.

Que Deus nos proteja.

Pedro Henrique Rodrigues da Silva

Pedro Henrique

Esse silêncio todo me atordoa. Atordoado eu permaneço atento.

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